terça-feira, 7 de junho de 2011

Estômatos, metabolismo CAM.

Os estômatos e metabolismo CAM.                                                         

Metabolismo CAM (Crassulacean Acid Metabolism), esta presente nas plantas suculentas como os cactos e em algumas bromeliáceas (bromélias, gravatás e o abacaxi. Nesses tipos de vegetais que normalmente são endêmicos de regiões com níveis hídricos baixos, ocorre algumas particularidades em seu sistema de abertura e fechamento dos poros estomáticos (estômatos), encontrados na folhas dos vegetais. Os estomas são delimitados e controlados por celulas-guarda que tem a função de abri-los ou fechá-los. E essas células-guarda, são delimitadas pelas células subsidiarias. A abertura ou o fechamento dos estômatos depende da pressão osmótica das células-guarda. A entrada de água torna a celulas-guarda túrgida, ou seja, se dilata e aumentado de tamanho, abrindo os poros estomáticos. Já a diminuição da turgescência, com a perda de água, principalmente em época de estresse hídrico, faz com que ocorra o fechamento dos estômatos. O movimento estomático é controlado pela quantidade de água, CO2 e intensidade luminosa. O CO2 em concentrações normais permite que os estômatos mantenham-se abertos, e se essa concentração se elevar eles se fecham. A luz influencia a taxa e velocidade da fotossíntese e em conseqüência, a abertura dos estômatos, o que permite a entrada de CO2 e saída de vapor de água, sem causar estresse hídrico, porem a maior parte dos vegetais mantém os estômatos fechados a noite, com exceção das plantas que possuem metabolismo CAM.                                                                                           

Na figura A as células guarda ficaram túrgidas, pois receberam água das células subsidiarias, abrindo o poro estomático, eliminando vapor de água. Na figura B ocorre o contrário, as células guarda perdem água, fechando os poros estomáticos.  
Plantas que possuem esse tipo de adaptação ao ambiente, reduzem a perda de água, fechando os estômatos durante o dia, sendo, assim mais resistentes a seca. Hoje já se sabe através de alguns estudos e pesquisas que plantas com metabolismo CAM geralmente apresentam crescimento mais lento em relação ás angiospermas que não são dotadas de metabolismo. Praticamente todas as plantas cactáceas possuem esse tipo de característica fisiológica adaptativa ao ambiente.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Xilema e Floema.

XILEMA e FLOEMA.

O xilema e floema são tecidos condutores, constituintes do sistema vascular da planta, responsáveis pelo transporte e distribuição de substâncias ao longo do vegetal.

XILEMA
O xilema, ou lenho, é responsável pela condução de água e sais minerais - seiva bruta - das raízes até o ápice da planta. É constituído por células mortas impregnadas por lignina e reforçadas com celulose. Há dois tipos de vasos lenhosos: traqueídes (ou vasos fechados): sem lignina em algumas regiões, denominadas pontuações; e elementos de vasos (vasos abertos), onde a parede celular é ausente em alguns pontos, permitindo a passagem de água com maior facilidade.

FLOEMA
O floema, ou líber, é responsável pela condução da seiva elaborada das folhas às outras regiões da planta. Esta é produzida graças à água e sais minerais que o xilema transportou até as folhas, que são usados na fotossíntese, produzindo os compostos orgânicos que a constituem. Os elementos de tubos crivados - células vivas, anucleadas e alongadas - são os constituintes fundamentais deste tecido. Suas paredes possuem vários poros (crivos). Cada um destes é atravessado por um plasmodesma: uma ponte citoplasmática que se comunica com o citoplasma e células vizinhas. Os tubos crivados sobrevivem por meio da troca de substâncias com as células companheiras. Além desses dois, fibras de esclerênquima e células do parênquima são encontradas no floema, auxiliando na sustentação e no armazenamento de substâncias.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Vidraria e os nomes elementares.

Vidraria:

Vidraria refere-se a uma grande variedade de equipamentos de laboratório que tradicionalmente são feitos de vidro. Em geral é utilizada em análises e experimentos científicos, principalmente nas áreas de química e biologia. Atualmente alguns equipamentos estão sendo fabricados com plástico, em sua maioria por razões econômicas, contudo o vidro ainda é muito utilizado devido a sua transparência, resistência ao calor e por ser praticamente um material inerte. Muitas peças de vidraria são produzidas em vidro borossilicato (é um tipo de vidro resistente ao calor e aos químicos, sendo usado nos laboratórios e indústrias químicas, em equipamento de cozinha, iluminação e em janelas especiais), por agregar à peça, a resistência ao choque térmico e melhorar a resistência mecânica e aos químicos. Em algumas aplicações, como por exemplo, no armazenamento de produtos, é utilizado o vidro escurecido para minimizar os efeitos da exposição de seu conteúdo à luz.
Vidraria:



Nomes elementares

1. Becker: utilizado para realizar reações entre soluções, dissolver substâncias sólidas, efetuar reações de precipitação e aquecer líquidos. Pode ser aquecido sobre a tela de amianto. 
2. Erlenmeyer: utilizado em titulações, aquecimento de líquidos e para dissolver substâncias proceder a reações entre soluções.                                                                                                                       3. Bastão de vidro: utilizado para agitação ao dissolver sólidos e auxiliar na transferência de líquidos.

4. Tela de Amianto: suporte para as peças a serem aquecidas. A função do amianto é distribuir uniformemente o calor recebido pelo bico de bunsen.
5. Tripé: sustentáculo para efetuar aquecimentos de soluções em vidrarias diversas de laboratório. É utilizado em conjunto com a tela de amianto.
6. Bico de Bunsen: é a fonte de aquecimento mais utilizada em laboratório. Mas contemporaneamente tem sido substituído pelas mantas e chapas de aquecimento.
7. Pisseta: utilizada para acondicionamento de água, bem como lavagens de materiais ou recipientes através de jatos de água, álcool ou outros solventes.
8. Balão Volumétrico: possui volume definido e é utilizado para o preparo de soluções em laboratório.
9. Balão de Fundo Chato: utilizado como recipiente para conter líquidos ou soluções, ou mesmo, fazer reações com desprendimento de gases. Pode ser aquecido sobre o tripé com tela de amianto.
10. Estante de Madeira: É usada para suporte de os tubos de ensaio.
11. Tubo de Ensaio: empregado para fazer reações em pequena escala, principalmente em testes de reação em geral. Pode ser aquecido com movimentos circulares e com cuidado diretamente sob a chama do bico de bünsen.
12. Pipeta Graduada: utilizada para medir pequenos volumes. Mede volumes variáveis. Não pode ser aquecida.
13. Proveta: serve para medir e transferir volumes de líquidos. Não pode ser aquecida.
14. Bureta: aparelho utilizado em análises volumétricas.
15. Haste Universal e Garras: utilizados em operações como: Filtração, Suporte para Condensador, Bureta, Sistemas de Destilação etc. Serve também para sustentar peças em geral.
16. Pipeta Volumétrica: usada para medir e transferir volume de líquidos. Não pode ser aquecida, pois possui grande precisão de medida.
17. Dessecador: usado para guardar substâncias em atmosfera com baixo índice de umidade.
18. Condensador de Liebig: Utilizado na destilação simples, tem como finalidade condensar vapores gerados pelo aquecimento de líquidos.
19. Condensador de Allihn: Utilizado na destilação fracionada, tem como finalidade condensar vapores gerados pelo aquecimento de líquidos.
20. Funil de Buchner: utilizado em filtrações a vácuo. Pode ser usado com a função de filtro em conjunto com o kitassato.
21. Pinça Metálica: usada para manipular objetos aquecidos.
22. Kitassato: utilizado em conjunto com o funil de buchner em filtrações a vácuo.
23. Vidro de Relógio: peça de Vidro de forma côncava é usada em análises e evaporações. Não pode ser aquecida diretamente.
24: Almofariz e Pistilo: usado na trituração e pulverização de sólidos.
25: Pêra: usada em conjunto com a pipeta para sucção de líquidos.
26: Pipetador: usada em conjunto com a pipeta para sucção de líquidos.








E.E.Dº Paulo Araujo Novaes.  
Aluno:__________________________________________nº___série___.



Analise a representação gráfica e identifique os componentes celulares:






domingo, 29 de maio de 2011

Meio ambiente e biologia molecular, endereço de sites.

MEIO AMBIENTE
BIOLOGIA - MOLECULAR

VÍDEOS MENDELL E A ERVILHA


A história da fotossíntese.

A história da fotossíntese.

A descoberta de como a planta se alimenta vem desde muito tempo (não foi uma verdadeira descoberta, mas foi um bom começo e na época foi bem aceita, pois essa dedução veio de um grande filosofo), começou exatamente no século IV a.C. com o filósofo Aristóteles que tinha dúvidas de como a planta se alimentava por que todo ser vivo precisa de alimento para se manter vivo. E depois de pensar, ele tirou a conclusão de que a planta tira seu alimento do solo. Essa idéia durou muito tempo.
• Priestley
Vários séculos depois exatamente no século XVIII um Químico chamado de Priestley queria saber por que o oxigênio da terra não se acabava afinal o ar era injuriado pela queima de velas (combustão) e pelos os animais. Até que um dia acidentalmente ele descobriu. Ele deixou uma vela acesa em um local fechado e sem querer deixou cair uma folha de hortelã junto à vela, depois de um tempo depois do oxigênio ter acabado por causa da combustão ele percebeu que dava para acender a vela novamente. Então ele chegou à seguinte descoberta.
Plantas
Ar irrespirável -----------------> Ar respirável
Essa descoberta teve um impacto muito grande no mundo cientifico da época.
• Ingen - Housz
Pouco tempo depois, o cientista Ingen – Housz descobriu que para as plantas restaurarem o ar, elas precisavam de luz. Ele chegou a essa conclusão através desse experimento: ele pegou plantas e dividiu ela em partes (Raiz, caule e folhas) e colocou cada parte em um recipiente, deixando – os em ambiente escuro, depois fez o mesmo processo só que em vez de colocar no escuro colocou em ambiente com luz. Depois ele percebeu que nas partes que estavam no escuro, nenhuma tinha recuperado o ar e na partes que estavam em ambiente com luz eles percebeu que apenas o local que estavam às folhas (e partes verdes), é que havia recuperado o ar. Através dessa descoberta outros químicos descobriram que no ar esgotado pela respiração dos animais havia mais CO2 e menos O2. Um tempo depois Ingen – Housz propôs a hipótese de que o Carbono seria utilizado para produzir seu alimento e oxigênio seria apenas um subproduto desse processo. Aumentado à proposta de Prietley, ela ficou assim: o gás carbônico (CO2) na planta com presença de luz tem como produto os compostos orgânicos que a planta necessita para viver e o oxigênio (O2).
• Saussere
Ainda no século XVIII o cientista Saussere dizia que a água (H2O) participava da produção dos compostos orgânicos (Fotossíntese) e ele provou isso através de um experimento onde ele pesava uma planta, pesava o vaso onde a planta ia ser colocada e pesava a areia que ia ser colocada no vaso e plantou a planta, diariamente regava a planta, depois de certo tempo ele voltou a pesar tudo novamente e percebeu que o solo pesava um pouco a mais, ou seja, era o peso da água então a partir disso ele verificou que a água é essencial no processo de fotossíntese. Então a fórmula novamente foi modificada:

CO2 (Gás Carbônico) + H2O (Água) na planta com presença da luz é igual a Compostos Orgânicos + O2 (Oxigênio).
A partir dessa descoberta outros cientistas deduziram que o composto orgânico que era produzido pela planta era a Glicídio, mais especificamente a glicose. A razão a que se deu essa dedução é que a glicose é o glicídio mais utilizado no metabolismo das plantas. A partir disso a fórmula começou a ser escrita assim:
CO2 (Gás Carbônico) + H2O (Água) na planta com presença da luz é igual a (CH2O)n (Glicídio) + O2 (Oxigênio).
E a partir disso eles (cientistas) disseram que todo o oxigênio liberado vinha da molécula de CO2 e o carbono unia - se a molécula de água formando o carboidrato.
• Van Niel
Van Niel era um estudante de uma faculdade de Microbiologia nos Estados Unidos. Um dia ele estava estudando sobre um grupo de bactérias que podiam fazer fotossíntese havia uma diferença no processo de fotossíntese dessas bactérias para a das plantas, é que em vez de elas utilizarem a água, elas utilizavam o Sulfeto de hidrogênio (H2S) e do mesmo modo das plantas elas utilizavam o CO2 (Gás Carbônico), mas não tinha como produto o O2 (Oxigênio) diferente das plantas e nas pesquisas de Niel ele verificou que havia no citoplasma dessa bactéria Enxofre (S) e água (H2O) então Van Niel se perguntava se essas bactérias precisam de CO2 para fazer o processo de fotossíntese por que o oxigênio não é também subproduto dessa fotossíntese? Então ele chegou a ao seguinte resultado: o oxigênio liberado na fotossíntese das plantas não vem da molécula de CO2 (Gás Carbônico) e sim da molécula de H2O (água). Essa descoberta não chegou com muito impacto no mundo cientifico, mas Niel não parou por ai ele criou a partir dessa descoberta uma fórmula geral da fotossíntese que servia para qualquer ser fotossintetizante. A fórmula é a seguinte:
CO2 + H2 X (CH2O)n + X + H2O, onde X vai ser uma molécula que faz parte do elemento que vai ser absorvido, fora o CO2.
Já essa fórmula chamou a atenção de muitos cientistas e o resultado disso foi à comprovação dessa descoberta como veremos a seguir.
• Calvin e outros Cientistas
Calvin e sua equipe foram bastante importantes para a descoberta de Niel através da uma experiência onde eles pegaram uma planta (alga verde, chamada de Chlorella) colocaram em um local onde só era fornecida água com a molécula de oxigênio isótopo, um oxigênio mais pesado, e já no CO2 era o oxigênio normal o mais comum na natureza. Essa foi uma forma de distinguir-los. Depois do processo foi verificado que o oxigênio que estava no ar era o mesmo que estava na molécula de água fornecida a planta. E no Carboidrato verificou-se que nas moléculas de oxigênio era o. Essa experiência foi feita várias vezes, invertendo as moléculas, ou seja, a água com a molécula de oxigênio mais comum. A molécula de oxigênio que estava na água era a mesma que estava no ar depois do processo de fotossíntese e a molécula que estava no carboidrato (glicose) era a mesma que estava na molécula de CO2 e assim foi confirmada a descoberta de Van Niel.

sistema linfatico

O sistema linfático compõe-se de:

Capilares linfáticos.
Sistema de vasos linfáticos.
Linfonodos ou gânglios linfáticos.
Baço.

O fluído (linfa) dos tecidos que não volta aos vasos sanguíneos é drenado para os capilares linfáticos existentes entre as células. Estes se ligam para formar vasos maiores que desembocam em veias que chegam ao coração.

*Linfa (Líquido que circula pelos vasos linfáticos. Sua composição é semelhante à do sangue, mas não possui hemácias, apesar de conter glóbulos brancos dos quais 99% são linfócitos. No sangue os linfócitos representam cerca de 50% do total de glóbulos brancos)

As glândulas podem ser exócrinas ou endócrinas.

Uma glândula é um órgão cuja função é fazer e excretar algumas substâncias.
Esta substância pode ser excretada dentro do Sistema circulatório ou fora dele. 
Quando a substância é excretada dentro da corrente sanguínea, ou seja, no sistema circulatório a glândula tem função endócrina. Quando a substância é excretada fora do sistema circulatório, por exemplo, glândulas que secretam enzimas digestivas no estômago, a glândula tem função exócrina. Neste caso temos também glândulas que secretam substâncias para fora do nosso organismo como as glândulas sudoríparas. Uma glândula pode conter os dois tipos de função ao mesmo tempo. O pâncreas, por exemplo, contém as duas funções. O pâncreas endócrino é responsável pela produção de insulina e o pâncreas exócrino é responsável pela produção de enzimas digestivas (lípase e amilase) responsáveis por ajudar na digestão das proteínas. O tecido adiposo é a maior glândula endócrina do organismo humano, liberam diversas substâncias pelos adipócitos (células de gordura). Anteriormente o fígado era considerado a maior glândula do nosso organismo.


quinta-feira, 26 de maio de 2011

Ling de Vitalius sorocabae

Filhote de caranguejeira (Vitalius sorocabae), com 90 dias de idade.

Projeto de terrário para aranhas

Biomembranas, estruturas de uma célula

Curiosidade (mitocôndria).
As mitocôndrias, evolutivamente, teriam origem em bactérias fagocitadas e que driblaram o processo de digestão, preservando-se em simbiose com a célula hospedeira primitiva.
Esta teoria evolutiva para a organela, e que também se aplica aos cloroplastos das células vegetais, é denominada teoria endossimbionte. Essa é a mais aceita atualmente, entre outras teorias existentes.
Biomembranas.
Medindo cerca de 8 nm de espessura(1 nm = 0,000001 mm), a membrana plasmática só pode ser observada com o auxilio do microscópio eletrônico. Formada basicamente por uma dupla camada de fosfolipídios, proteínas e uma pequena quantidade de glicídios.
*Fosfolipídios, são lipídios (gordura), que são compostos por acido fosfórico e uma molécula nitrogenada e ácida graxos. Possui uma região polar hidrófila (que tem afinidade e mistura-se bem com a água), e uma região hidrófoba (que não tem afinidade com a água). Isso faz com que assumam uma arrumação típica na composição da membrana da célula.  


Na membrana a região polar dos lipídios da camada externa fica voltada para água que esta fora da celular, (região extracelular), e a camada interna, também região polar, fica voltada para a parte interna da célula (região intracelular), e as regiões apolares, ficam voltadas umas para as outras.
*Proteínas da membrana.
Macromoléculas, formadas por longas cadeias lineares de aminoácidos (molécula orgânica formada por átomos de carbono, hidrogênio, oxigênio, e nitrogênio unidos entre si) e alguns gases.     As proteínas são formadoras de vários tecidos, e fibras, tendo como radical esquelético ou estrutural celular o elemento carbono. A maioria das proteínas da membrana atravessa de um lado para o outro a dupla camada de fosfolipídios, interrompendo sua continuidade, ou seja, esta intrínseca na camada. São partes integrantes da membrana plasmática, as chamadas PROTEÍNAS INTEGRAIS.
Na membrana plasmática também há outras proteínas, chamadas PROTEÍNAS PERIFÉRICAS que se encontram aderidas as extremidades das proteínas integrais, algumas voltadas para o lado intracelular e outras voltadas para o lado extracelular e são responsáveis por alguns tipos de transportes de substancias para fora ou para dentro da célula. Esses tipos de transportes usam os sítios ativos (encaixe especifico, como se fosse à chave e a fechadura ou vice versa) das proteínas, que determinarão funções especificas da célula.
*Glicídios.
Os glicídios estão localizados na parte externa da membrana, alguns se ligam aos lipídios e formam os glicolipídios, mas a maioria dos glicídios estão ligados as proteínas e formam as glicoproteínas. Em algumas células os clicídios são responsáveis pelo reconhecimento de tecidos e promove a adesão celular. Os glóbulos brancos do nosso sangue conseguem reconhecer um corpo invasor e grande parte desse reconhecimento acontece pela presença dos clicídios. O colesterol participa da construção estrutural da membrana celular; regula a fluidez, ajuda a regular a permeabilidade da membrana em diversas faixas de temperatura. O colesterol também ajuda na fabricação da bílis (que é armazenada na vesícula biliar e ajuda a digerir gorduras), e também é importante para o metabolismo das vitaminas lipossolúveis, incluindo as vitaminas A, D, E e K. Ele é o principal precursor para a síntese de vitamina D e de vários hormônios esteróides (que incluem o cortisol e a aldosterona nas glândulas supra-renais, e os hormônios sexuais progesterona, os diversos estrógenos, testosterona e derivados). Recentemente, o colesterol também tem sido relacionado a processos de sinalização celular, pela hipótese seria um dos componentes das chamadas "jangadas lipídicas" na membrana plasmática. Também reduz a permeabilidade da membrana plasmática aos íons de hidrogênio e sódio.                                                                            
Veja a baixo uma representação gráfica de uma membrana (célula animal).


Como as substâncias são transportadas para dentro ou para fora da membrana.                     
A membrana tem a capacidade de fazer a seleção ou controle das substâncias que devem permanecer dentro (intracelular) ou fora (extracelular) da célula, funcionando como um filtro, assim dentro de alguns limites eletroquímicos e afinidades biomoleculares fazem com que a composição e estabilidade química fiquem constantes, esse controle pode ser chamado de PERMEABILIDADE DA MEMBRANA. 
Essa passagem de substâncias através da membrana pode ocorrer por diferentes maneiras com transporte passivo, ativo, por difusão ou osmose.
*transporte passivo ocorre quando uma ou mais substâncias saem de uma região concentrada para uma região menos concentrada, balanceando as concentrações dentro e fora da celular, sem gasto de energia pala célula.
*transporte ativo ocorre o inverso, as substâncias movem-se contra o gradiente de concentração, aumentando mais a concentração naquela região, nesse caso há gasto de energia pela célula.
*transporte por difusão ocorre pela capacidade de átomos e moléculas de gazes e líquido que se espalham uniformemente, constantes e aleatórios por todos os espaços disponíveis, até que a concentração atinja o seu gradiente (fazendo com que haja um balanço entre as substâncias).     
*osmose é o fenômeno que ocorre entre duas soluções, aumentando ou diminuindo o nível de concentração do gradiente das sustâncias. Normalmente o solvente (em geral a água) move-se espontaneamente (sem gasto de energia) da solução menos concentrado para a mais concentrada. A osmose pode ser considerada uma espécie particular de difusão de moléculas de líquidos, controlados pela pressão osmótica (equilíbrio de concentração fora e dentro da membrana), célula animal.  
A pressão osmótica de uma solução pode apresentar três variantes com:
Solução hipertônica, (hiper = acima / tónos = tensão). Apresenta maior pressão osmótica e  facilita a saída de solventes (normalmente água (H2O)) e outros líquidos presente na parte intracelular da membrana.
Solução hipotônica, (hipo = baixa / tónos = tensão). Apresenta baixa pressão osmótica e sua ação normalmente é inversa á ação das soluções hipertônicas, assim facilita a entrada de solventes da membrana. 
Já as soluções isotônicas, (isso = igual / tónos = tensão). Apresentam pressões osmóticas iguais, que proporciona a entrada e saída de substâncias da membrana, de fora para dentro ou de dentro para fora.
Nas representações a baixo veja o modelo de entrada e saída de substâncias da célula.